Monday, November 09, 2009

Qués ver que eu sou hipocondríaca e não sabia?

Sem saber, hoje trabalhei com uma pessoa que está com gripe A. Uma colega relatou-me o facto e passados alguns segundos eu estava com febre, dores no corpo e uma tosse de cadela reumática. Outra colega disse-me então que era impossível ficar doente em cerca de 20 minutos, pois o bicho fica a marinar no corpo praí uns dois dias.

Fui gravar uma peça e passaram os sintomas. Foda-se, sou hipocondríaca. Era o que me faltava.

Friday, October 16, 2009

Post rápido para partilhar umas coisinhas enquanto o pachanguedo anda a abanar-se na ILGA ao som da blondie e companhia

Fui pedida em casamento. Calma, mas não aceitei. Ele era um taxista francês, amante de Portugal, cujos pais são os felizes proprietários de uma moradia numa aldeia perto de Aveiro. O rapaz gosta tanto do nosso país que passa a vida a apanhar aviões para aproveitar o que a terra lusa tem pra dar. Num português esquisito, com muitos foda-se e fixes lá para o meio, traçou o nosso plano de vida, que passava, lá está plo matrimónio e por uma vida calma na cabana da dita aldeia. Disse que já era casada, o que lhe causou algum transtorno. No final, tive direito a um desconto, "por ser linda e portuguesa", qual hino de Marante.



Como se não bastasse, na mesma semana caiu-me um travesti em cima. Vinha eu a sair do metro, numas escadinhas escuras e eis que vejo um ser brilhante, envergando calção curto, um coletezinho de pêlo farfalhudo, uma collant preta e como não podia deixar de ser, a bela da plataforma prateada. Tinha umas belas pernas, o cabrão/a puta. Descia formosa, mas nem por isso muito segura. Fodida, a plataforma. Olaré, torce o delicado pé e aterra nos meus braços, donzela traída plos castigadores saltos. Evito que a Cassandra caia (Cassandra foi o nome que lhe dei apesar dele/a ser provavelmente um jean-pierre ou quiçá um nicholas) e olho seus olhos assustados. Rapidamente, como uma leide, o ser brilhante recompõe-se, depois de uma breve troca de palavras que incluiu "merci" e "ça va?". Queria fazer ali um female bonding com a pessoa, mas o meu francês não deu pra isso. Paciência. Agora já aprendi mais umas frases em francês para a próxima vez que um travesti me cair em cima.

Thursday, October 08, 2009

Geriatria e naturismo

Duas palavras que não devem andar de mãos dadas. Duas palavras que não devem ser proferidas sem plo meio terem um sinal de pontuação amigo. Duas palavras que fazem dói dói à gente, quando ganham vida, bem à frente de nossos olhos ainda sem rugas.

Num paraíso mediterrânico, onde é permitido o nudismo em todas as praias, as surpresas são muitas. Há a estranheza, entranhada nos nossos estômagos católicozinhos, inculcada pla D.Susete (a minha catequista, não a minha mãezinha). Depois vem a aceitação, comandada plos factos: um corpo nú é um corpo nú. Mamas, cús, pneus, celulite, umbigos, pêlos, não há nada mais intrinsecamente humano, nada mais intrinsecamente factual.

É aqui que surge a admiração. Por quem não é perfeito e não o esconde. Por quem tem cicatrizes de cesarianas e não as tapa. Por quem não tem medo de que um grão de areia provoque uma terrível infecção na genitália, que, como todas sabemos, é uma flor sensível ao bichedo que vive nas praias deste mundo.


Pouco depois, vem a adesão e frases tão complexas como "tou-me a cagar" ou mesmo um "aqui ninguém me conhece". Esta fase é acompanhada de alguma euforia e orgulho no nosso próprio ser, abraçada por um sentimento de pós-modernidade, que afinal é tudo menos pós-moderno.

Tudo isto é bem bonito e até um pouco espectacular, mas eis quando todo o meu entusiasmo plo naturismo desvance em apenas alguns segundos. Ser bombardeada por pilas de pessoas que não conseguem olhar para o próprio membro há 10 anos, devido às várias camadas adiposas, quebra toda a mística. É como quando estamos a ouvir aquelas cançonetas melosas dos sixties e de repente a agulha do vinil fica doida.

Para além de ou outro jovem, os adeptos do nudismo são entradotes e a flacidez das peles já se instalou nos seus corpos para todo o sempre. Ao início, repara-se muito, compara-se, especula-se, mas depois vem a bonança (acompanhada da mítica música). Sacode-se um cadinho da areia que teima em colar-se a determinadas partes da nossa anatomia e fecha-se os olhos. É bem bom estar em casa.

Thursday, October 01, 2009

Madonna no seu melhor (e com botox do melhor também)

Friday, September 25, 2009

vou de vacances

bitches, vou ali até a uma ilha no Mediterrâneo, onde se faz nudismo em todó lado. para mim, abriu agora a época de correr nua.

Wednesday, September 16, 2009

Wá da fo?

Peço desculpa por interromper o luto do Mundo Pachanga pelo desaparecimento do nosso ícone Johnny Castle, mas não consigo deixar de partilhar isto convosco.

Hoje estava a ver o primeiro episódio da nova temporada da "Gossip Girl", que é assim uma coisa que se passa num espaço longínquo chamado Upper East Side em Manhattan, NY, com pessoas com vidas irreais e tramas que felizmente ficaram também lá longe na adolescência, quando assim do nada salta o nome Cristiano Ronaldo. Fiquei um pouco chocada, pois que fiquei. Quer-se dizer apesar do óbvio talento nas pernas, estamos a falar do Cristiano Ronaldo. Percebe-se a clara referência ao episódio Paris Hilton, mas não havia necessidade, senhoras, não havia. Não é que a "Gossip Girl" seja o suprassumo (nunca tinha escrito esta palavra que giro) da série artística, porque não é, está até bem perto daquele tipo de coisas que só vês no escuro da noite com o som no mínimo para ninguém saber, mas não deixa de ser vista por milhares de jovenzinhas e menos jovenzinhas e de filmar Nova Iorque como fomos habituadas a gostar dela, ou seja, há ali qualquer coisa entre o 'Sexo e a Cidade' e o '90210' que a torna muito viciante, pelo menos aos olhos de quem coleccionava os posters que vinham na Bravo (nego tudo!). E o Cristiano Ronaldo, pronto, é o Cristiano Ronaldo. Aquela gente partilha os Guccis e os Diors com ele está bem, mas estes sabem usá-los, pelo amor da santaaa....

Aqui fica a prova:

Tuesday, September 15, 2009

Post obrigatório devido ao facto de ter desaparecido uma das razões plas quais começou este blogue



Estou a sangrar do nariz. Também o nosso coração sangra, neste dia triste. Vou ali por um bocado de papel higiénico na narina direita.

Voltei, já com um bocado de Renova enfiado na minha cavidade nasal.

Neste preciso momento, está a dar o Notting Hill no canal Hollywood e à medida que procurava palavras para homenagear Patrick Swayze, que abandonou hoje o mundo dos vivos, eis que aparece uma cena em que se fala dele. Bizarrias. Um gajo pergunta à Julia Roberts como era Patrick em pessoa. Ele há coisas...

Nunca tivemos a oportunidade de privar com a lenda nascida em Houston, no Texas, a 18 de Agosto de 1952. Mas de certa forma, o ex-bailarino clássico que jogava futebol americano (???), era um membro daquele clube privado de pessoas que achamos que conhecemos e que acreditamos serem os melhores indivíduos do mundo. Conheciamos Johnny Castle, um rapaz trabalhador e cheio de princípios, que não engravidou a Penny. Conheciamos Sam Wheat, o esposo dedicado que gostava de fazer badalhoquices com barro e que morre, para o filme ter uma história. Antes disso, conheciamos Orry Main, o fiel rapaz sulista de Norte e Sul. Aliás, foi com esta série (que a minha mãe gostava muito e me obrigava a ver quando eu ainda não sabia ler legendas) que tomei acquaintance com o garboso actor.

Em 1991, Patrick deixa-se de mariquices que envolvem bailado e música de ir à peida e transforma-se em Bodhi, um surfista giraço viciado em adrenalina que assalta bancos com máscaras de presidentes dos Estados Unidos. Uma maravilha.

Deixa estas e outras heranças, imortalizadas agora em DVD e em ficheiros DivX, prontinhos a serem sacados da net. Para além dos velhos VHS's que temos lá pa casa, visionados centenas de vezes, para copiar as coreografias do Dirty Dancing, especialmente aquela parte final, que interpretei no pátio da minha escola primária para as minhas colegas, juntamente com uma performance de lambada, que se houvesse youtube na altura, teria feito as delícias de pedófilos por todo o mundo.

Entretanto, meu nariz já parou de sangrar e isto já vai longo, perdendo qualquer pertinência e sentido.

Viva Patrick, que se bateu como um homemzinho contra a pior doença do mundo. E que despertou em nós, em tenra idade, a confortável sensação de que as Babys deste mundo também podem fornicar com bailarinos exóticos e rebolar-se feitas malucas em festas underground, à revelia dos pais.

Mais, a primeira vez que dei um linguado (uma experiência traumatizante que envolveu demasiada saliva e dentes) foi ao som da banda sonora do Dirty Dancing.

DVD's ao alto e vamos lá fazer o gathering pachanga/hommage que o rapaz merece.